Reposição hormonal: sintomas que ela trata, indicações e benefícios
- mariana84190
- 4 de dez. de 2024
- 4 min de leitura
Atualizado: 27 de jan. de 2025

A reposição hormonal é ainda um assunto que gera dúvidas em muitas mulheres, principalmente quando os sintomas da menopausa começam a surgir.
Muitas já estão no climatério, período que antecede o fim da produção hormonal pelos ovários e que pode começar até 10 anos antes da menopausa chegar. Nessa época, muitos sintomas já se manifestam prejudicando a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida da mulher.
Nesse momento, a reposição hormonal pode ser considerada e fará toda a diferença na transição menopausal. Vamos entender melhor isso? Siga a leitura ;)
O que é a menopausa?
A menopausa é uma “data de aniversário”, celebrada após 12 meses sem menstruação e, em média, ocorre por volta dos 51 anos. Contudo, ela pode surgir mais cedo, como casos caracterizados como menopausa precoce, que ocorre antes dos 40 anos.
A falência ovariana leva ao fim da produção dos hormônios estrogênio, progesterona e testosterona pela mulher.
Por que iniciar a reposição hormonal no climatério?
O climatério é a fase em que se inicia o declínio da produção hormonal, trazendo os primeiros sintomas, que aumentam progressivamente na maioria das mulheres.
Quando a reposição hormonal é iniciada nessa fase, vários desses sintomas podem ser controlados ou amenizados, evitando impactos significativos na qualidade de vida da mulher.
Além disso, o declínio hormonal de estrogênio, progesterona e testosterona está associado a um risco aumentado de várias doenças. Então, a reposição hormonal é considerada uma estratégia para reduzir esses riscos.
Dessa forma, a reposição hormonal nessa fase:
Ameniza os sintomas iniciais e controla a sua evolução;
Reduz o risco de doenças associadas à menopausa (declínio hormonal);
Prepara o corpo para uma transição mais suave para a menopausa.
Mas que sintomas e doenças são essas? Vamos entender ;)
Sintomas do climatério e da menopausa
Como disse anteriormente, os sintomas podem aparecer anos antes da menopausa e variam em intensidade entre as mulheres. São mais de 70 sintomas associados à menopausa, sendo os mais comuns:
Fogachos (ondas de calor) e sudorese noturna;
Insônia;
Fadiga crônica e cansaço;
Perda de vitalidade e de energia;
Piora da memória e dificuldade de concentração;
“Brain fog” ou névoa mental;
Baixa libido e ressecamento vaginal;
Aumento da gordura abdominal;
Dificuldade de manter e de ganhar músculos;
Oscilações de humor, ansiedade e depressão;
Queda da qualidade da pele, cabelos e unhas;
Dores de cabeça;
Dores musculares e rigidez articular;
Mudança do odor corporal.
Esses sintomas estão diretamente ligados ao declínio hormonal (estrogênio, progesterona e testosterona) e afetam muito a qualidade de vida da mulher.
Doenças associadas à menopausa
Além dos sintomas, o declínio hormonal aumenta o risco de diversas doenças, como:
Osteopenia e osteoporose (perda de densidade óssea);
Sarcopenia (perda acentuada de massa muscular);
Doenças cardiovasculares;
Obesidade;
Diabetes;
Depressão;
Alzheimer;
Câncer de mama e de endométrio.
A reposição hormonal, associada a outros cuidados, principalmente relacionados ao estilo de vida, ajuda a minimizar o risco dessas condições.
Quando a reposição hormonal é indicada?

A reposição hormonal ou terapia de reposição hormonal (TRH) é indicada para mulheres que apresentam sintomas do climatério e da menopausa, além daquelas com risco elevado das doenças mencionadas, desde que não apresentem contraindicações.
Quando a reposição hormonal é contraindicada?
A reposição hormonal não é indicada em casos de:
Histórico de câncer de mama, de estômago, de bexiga ou câncer endometrial;
Hemangioma;
Cirrose;
Trombose venosa profunda ou embolia pulmonar;
Doença hepática ativa;
Doença cardiovascular não controlada;
Sangramento vaginal sem causa definida;
Histórico de acidente vascular cerebral (AVC).
Histórico de câncer de mama na família contraindica a reposição hormonal?
Ter um histórico familiar de câncer de mama não contraindica automaticamente a reposição hormonal. Até o momento, a contraindicação absoluta é apenas nos casos de a própria paciente apresentar ou ter apresentado câncer.
O risco é variável quanto levamos em conta esse aspecto da doença, e depende de fatores como o grau de parentesco, o tipo de câncer de mama e até a presença ou não de mutação genética (genes BRCA1 e BRCA2).
De acordo com a endocrinologista Dra. Dolores Pardini, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), “a reposição hormonal na menopausa não está contraindicada caso o câncer seja de mãe ou irmã, pois os estudos científicos indicam que a TRH não aumenta o risco já inerente à carga genética”.
De toda forma, cada mulher precisa ser avaliada individualmente, pois a decisão pela reposição hormonal leva em conta se os benefícios superam os riscos. E isso deve ser esclarecido e alinhado com o especialista que a acompanha.
Como funciona a reposição hormonal?
Depois de uma avaliação cuidadosa e detalhada, reforçando a indicação da reposição hormonal, são definidos os tipos de hormônios a serem utilizados - estrogênio, progesterona e testosterona - e a dosagem correta.
Habitualmente, a terapia é iniciada com doses baixas, para que a resposta do organismo da mulher seja avaliada.
Na TRH, o recomendado é que sejam usadas sempre doses fisiológicas, ou seja, quantidades semelhantes às que o corpo produz naturalmente, durante a fase reprodutiva. O objetivo é restaurar os níveis hormonais normais, sem excedê-los.
Os métodos de administração incluem:
Via oral;
Via vaginal;
Transdérmica;
Implantes hormonais
A utilização de hormônios isomoleculares – idênticos aos produzidos pelo corpo – garante maior segurança e eficácia no tratamento.
Benefícios da reposição hormonal
Além de reduzir os riscos de doenças, a reposição hormonal traz uma melhora significativa na qualidade de vida:
Redução de ondas de calor e sudorese noturna;
Melhora do sono e da saúde cognitiva;
Aumento da libido e da vitalidade;
Manutenção da massa muscular e redução da gordura abdominal;
Melhora do humor, dos sintomas depressivos e da ansiedade;
Melhora da pele, cabelos e unhas.
Quando avaliar seus hormônios?
O recomendado é que mulheres a partir dos 40 anos avaliem a saúde hormonal. E, caso a mulher perceba algum desses sintomas antes disso, também deve buscar avaliação médica.
A reposição hormonal, quando bem indicada, pode ser uma aliada poderosa para recuperar sua qualidade de vida. Consulte um médico especializado para avaliar se esse tratamento é indicado para você.
No meu site, você conhece o meu Projeto Fênix, que devolve qualidade de vida e saúde para mulheres que enfrentam sintomas e doenças do climatério e da menopausa!


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